quarta-feira, 7 de setembro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Danusa Leão - Tropa de elite

Folha de São Paulo
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A presidente Dilma simplesmente se levantou e saiu, seguida do seu séquito. Como assim?
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FOI BONITA A FESTA, pá.
A nata do empresariado e do jornalismo esteve presente na comemoração dos 90 anos da Folha, na Sala São Paulo. Marcada para as 19h30, a noite se estendeu até a meia-noite, devido ao atraso das autoridades, faz parte. Mas são Pedro ajudou, e a tempestade diária, com direito a raios e trovões, nesse dia chegou mais cedo, foi às 3h da tarde.
Digna de registro a elegância dos convidados. Impossível não pensar que, se fosse no Rio, haveria homens e mulheres de jeans rasgados e tênis, como costumam frequentar o Municipal. Num universo de 1.500 pessoas, apenas uns três homens, se tanto, usavam camisa esporte; todos os outros, terno escuro e gravata, ponto para São Paulo.
Foi bacana o ato multireligioso, mas o cônego Aparecido Pereira não precisava -e não devia- fazer a platéia ficar de pé e rezar o Pai Nosso, já que os outros líderes religiosos não o tinham feito. Afinal, nem todos ali eram católicos.
Na hora de se levantar para fazer seu discurso, a presidente Dilma - distraída- não sabia para que lado ir, se esquerda ou direita. Elementar: faltou um assessor para acompanhá-la até a escada que levava ao palco.
Dilma não é boa de improviso; é bom mesmo que ela evite falar em público para não errar, como aconteceu. Mas em compensação, deve ter emagrecido uns bons cinco quilos; qual foi a dieta, presidente?
Se quiser ficar melhor ainda, precisa corrigir sua postura, pois dá a impressão de estar levando o mundo nos ombros. Pilates três vezes por semana resolveria lindamente o problema.
Legal ela ter mencionado o nome de FHC em seu discurso, mas o de Serra foi forçação de barra. Afinal, no momento, o ex-governador não ocupa nenhum cargo público; não convenceu.
Depois dos discursos, chegou a grande hora: a Osesp, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, orgulho da cidade, apresentaria, regida por Isaac Karabtchevsky, a "Sinfonia nº 6", de Villa-Lobos. Mas eis que se vê um pequeno agito onde estavam as autoridades; seria um atentado? Não; a presidente simplesmente se levantou e saiu, seguida do seu séquito. Como assim? Assim mesmo: ela se foi antes da apresentação da orquestra. E antes que eu me esqueça, elegantíssima, perfeita, a casaca do regente. O autor, maestro, o autor.
Voltando: foi uma grande indelicadeza, que fica maior ainda quando feita pela presidente da República. As pessoas se olhavam sem acreditar, e imagino que os músicos da orquestra tenham ficado decepcionados. Afinal, teria sido uma grande honra para eles se apresentar diante da mais importante autoridade da nação. E quando ouvimos, emocionados, o Hino Nacional, ficou mais pesada ainda a descortesia. Pegou mal.
Vamos falar a verdade: a sinfonia foi difícil de ser acompanhada por ouvidos mais leigos, mas o Hino, tocado por uma orquestra de tal ordem - afinal, só estamos acostumados a ouvi-lo em estádios de futebol - foi maravilhoso.
Na saída, os comentários. Um deles eu ouvi, e guardei para contar: duas pessoas - uma petista, a outra tucana - comentavam sobre a saída de Dilma (era o assunto geral).
Uma delas disse que a presidente saiu porque não sabia que a orquestra ia tocar o Hino Nacional, que não tinha sido culpa dela. A outra respondeu: "mas Alckmin, FHC e Serra ficaram". A primeira continuou defendendo Dilma, dizendo que se ela não sabia, era culpa do cerimonial, ao que a outra respondeu: "e desde quando o PT tem cerimonial?"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Folha de São Paulo 03.09.2010 - ELIANE CANTANHÊDE

Meteram a filha no meio

BRASÍLIA - Desde 1989, quando Collor levou a história de Lurian à TV contra Lula - o que só conta contra ele e a favor Lula -, não se via neste país algo de tal violência em campanha eleitoral: a quebra do sigilo fiscal da filha de um candidato da oposição. Nada poderia ser tão ilustrativo de uma praga: "os fins justificam os meios".
Nesse ritmo, podem surgir "aloprados" da oposição prontos a responder na mesma moeda. E se resolverem quebrar o sigilo da negociação de Lulinha com a Telemar, com intermediação de um compadre do presidente da República?
Em vez de discutir economia, investimentos, empregos, educação, saúde, inclusão social - o que já se faz muito pouco -, o país passaria a assistir uma guerra entre Veronica Serra e Lulinha da Silva.
Se é que não apareceriam aloprados vermelhos, azuis, verdes e amarelos contra o outro filho de Serra, a filha de Dilma, os filhos de Marina Silva. A partir daí, a campanha descambaria para o vale-tudo, metendo até mãe no meio.
A questão, porém, não é só eleitoral; é principalmente institucional. A história está mal contada, e falta saber quem, e com que motivação, mandou quebrar o sigilo da filha de Serra e de dirigentes tucanos na Receita.
Se depender do governo e da própria Receita, ninguém vai saber de nada até a eleição e ninguém será punido depois dela. Os "aloprados" originais, da campanha de 2006, levaram uma bronca de Lula por serem atrapalhados e ponto.
É assim que o Estado é usado para fazer "banco de dados" contra Ruth e Fernando Henrique Cardoso, quebrar o sigilo de um caseiro que diz umas verdades e produzir dossiês contra adversários políticos. E tudo isso vai se incorporando à paisagem placidamente.
Por ora, ainda sobra a imprensa para descobrir esses ímpetos stalinistas e levar ao conhecimento da opinião pública. Até que se dê um jeito nisso também.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eu voto no Serra.




ARQUIVO DE ARTIGOS ETC: Continuidade e alternância Ferreira Gullar: FOLHA DE S. PAULO - Qual dos candidatos está mais preparado para manter com êxito a continuidade administrativa?

sábado, 20 de março de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Parece o twiter...

Isso aqui tá muito parecido com o twiter.

referente a: orkut - (ver no Google Sidewiki)

sábado, 10 de outubro de 2009